terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Raio X para novas práticas


A formação de professores é o tema da vez. À medida que o problema da qualidade da educação ganha centralidade - seja nas políticas, seja no debate público - fica evidente que, sem um investimento forte e consistente na formação dos profissionais que assumirão as salas de aula, especialmente a inicial, não se conseguirá produzir avanços na aprendizagem nem melhorar a qualidade da educação.

O poder público, em várias instâncias e partes do país, vem tomando iniciativas nessa área. Em maio último, o Ministério da Educação (MEC), lançou o Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica, um esforço inédito no Brasil, que envolve governo e 90 instituições públicas de ensino superior em 21 estados com o objetivo de formar, até 2014, 330 mil professores que estão na ativa, mas que não contam com formação de nível superior adequada. A falta de formação ou a formação inadequada dos professores é apontada como um problema central, capaz de impedir os avanços na qualidade do ensino.

Além do governo federal, estados e municípios estão tomando suas providências. Em algumas localidades, como o Estado de São Paulo, o governo anunciou a intenção de criar a Escola de Formação de Professores, com a finalidade de estreitar a distância entre os cursos de pedagogia e licenciatura e a sala de aula. A partir do momento que a Escola começar a funcionar, os ingressantes no magistério na rede estadual terão de frequentar, durante quatro meses, 360 horas de cursos para complementar e aprimorar sua formação.

As iniciativas, enfim, surgem aqui e ali, alimentando a esperança de que, talvez desta vez, se consiga sanar mazelas e modificar culturas e práticas cristalizadas há décadas e que vêm se mostrando ineficazes no sentido de formar profissionais capazes de promover uma aprendizagem significativa e em sintonia com as demandas da sociedade do século 21. Mas, para além dessas iniciativas pontuais, o desafio central que se coloca é renovar os cursos de pedagogia e licenciatura.
Basta uma rápida consulta aos percentuais das avaliações oficiais, cujos resultados chegam a ser lamentáveis, para se perceber que há um longo caminho a percorrer a fim de que a Educação Básica cumpra seu papel estabelecido legalmente: promover o desenvolvimento da criança e do jovem, de modo a assegurar uma formação para o exercício da cidadania, que forneça meios para progredir no trabalho e para prosseguir nos estudos. E a mudança deste cenário perpassa, necessariamente, pela renovação da formação inicial docente.

Apesar de essa consciência estar aumentando e as políticas nessa área estarem saindo do papel, um aspecto fundamental ainda não veio à tona: o debate sobre o perfil do professor que se espera que seja formado nas instituições de ensino superior. Nesse contexto, e com o objetivo de aquecer as discussões, a revista Educação solicitou que um grupo de especialistas, de várias regiões do país, se pronunciassem sobre as características que os cursos de formação de professores deveriam ter.


revistaeducacao.uol.com.br/textos.asp?codigo=12778

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Dicas para os professores...


"Para que a criança tenha motivação e explore o potencial do computador de forma que este proporcione algum ganho significativo em relação ao seu desenvolvimento ela precisa:
1- Conhecer/ver/experimentar/vivenciar situações que favoreçam uma ligação com a utilidade do computador para aquelas experiências vividas. Não adianta sugerir que ela simplesmente desenhe. Desenhar o quê? Para quê? Por quê? Aí ela diz: quero jogar! Não desenhar;
2- Ter contato regular com o computador, explorá-lo com certa liberdade. Ninguém aprende a dirigir se o carona disser o tempo todo: __Cuidado com meu carro! Vai arranhar! Vai quebrar!;
3- Ter companhia constante de alguém que o oriente, que mostre os melhores caminhos, pois é fácil perder-se onde não se conhece. Para que o computador não sirva ainda mais para aprisionar e tornar nossas crianças ainda mais sedentárias e apáticas, é preciso que ele seja visto apenas como uma etapa de um trabalho, não como um fim em si.
Todo trabalho desenvolvido em informática educativa, principalmente na educação infantil, deve possuir etapas vivenciadas FORA do laboratório (ou sala de informática). Esta deve ser, inclusive uma proposta geral na escola, pois é parte da pespectiva construtivista da aprendizagem: não existe conhecimento sem experiência, vivência concreta.Nada é estático e definitivo na educação quando se refere à tecnologia.O tempo da aula de informática deve ser utilizado relacionado ao que a criança viveu lá fora, na salinha, no pátio, na sala de vídeo, na cozinha ou em casa. Sempre num contexto do dia a dia da escola. Psicomotricidade e computador podem e devem caminhar juntos, principalmente na pré escola".


www.possibilidades.com.br/.../dicas_professores.asp

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Jogos Virtuais e a Aprendizagem Infantil




O recente desenvolvimento de pesquisas científicas relacionadas às atividades lúdicas, a contribuição de novas tecnologias para o processo educacional, incluindo os jogos virtuais, constituem alternativas importantes para o processo de ensino-aprendizagem de uma língua estrangeira, em especial da língua inglesa, uma vez que os jogos virtuais se configuram não só como entretenimento, mas também como uma forma de aprendizado, em função de muitos desses jogos serem produzidos na língua alvo.
Em razão do interesse e fascinação pessoal por jogos virtuais e novas tecnologias no âmbito educacional, tornei-me uma "referência" em resoluções de estágios e desafios dentro de jogos virtuais para pessoas também interessadas neste tipo de entretenimento. Na graduação do curso de letras, habilitação em língua inglesa, eu analisei a possibilidade de transformar este objeto de entretenimento em um contexto voltado para a área de educação, passando por um processo didático/pedagógico e resultando em uma reflexão social dentro de ensino da língua inglesa.
O universo virtual é uma realidade do nosso cotidiano. Os jogos virtuais inserem-se como parte desta realidade. Esses jogos reúnem e combinam aspectos pedagógicos e sociais, fazendo com que a ludicidade constitua a "ponte" para a construção acadêmica e social de um indivíduo.
Outrossim, esses jogos inovam e reformulam práticas obsoletas no ensino-aprendizagem de uma língua estrangeira, oportunizando a professores e regentes a possibilidade de transpor barreiras, quebrar paradigmas, já que a aplicabilidade de jogos virtuais no ensino da língua ainda é uma atividade pouco explorada e conhecida no contexto acadêmico-científico.
Pensando nisso, o referido projeto pretende mostrar de que forma os jogos virtuais podem tanto desenvolver habilidades lingüísticas, lidando com as fases de ensino-aprendizagem da língua inglesa (compreensão auditiva, produção oral, leitura escrita), quanto desenvolver a capacidade crítica e de raciocínio lógico, haja vista que esses jogos possuem conteúdos com abordagens interdisciplinares e muitos temas transversais.
A elaboração de um material didático alternativo dando sugestões de como inserir os jogos virtuais dentro das aulas de língua inglesa, sistematizando, assim, uma metodologia a ser aplicada e adaptada em âmbito didático-pedagógico, constitui um dos objetivos a ser concretizado nesta pesquisa.


www.bancocultural.com.br/index.php?...